BRASÍLIA – Com a expansão de consumidores eletrointensivos e a preparação para a abertura do mercado, o setor elétrico acelera a digitalização e a adaptação de processos. Na live do Diálogos Dominium desta sexta (16), lideranças destacaram a inovação tecnológica e a colaboração para manter a estabilidade do sistema e atender aos usuários.
Adequação operacional
Com o avanço da digitalização no país, o surgimento de infraestruturas de grande porte, a exemplo de data centers com carga de até 1,8 GW, passou a exigir mudanças operacionais imediatas no ONS. Conforme explicou o diretor de TI, Relacionamento com Agentes e Assuntos Regulatórios do órgão, Mauricio de Souza, esses empreendimentos demandam atenção especial da operação.
“Além de serem eletrointensivos, são críticos também para o Operador, já que não pode faltar energia para eles”, destacou o executivo.
Segundo Maurício, ONS estuda a adaptação de suas normas operacionais para atender a essas infraestruturas sem comprometer a estabilidade do sistema. Paralelamente, o órgão avança em seu plano de modernização tecnológica com a migração completa da infraestrutura para a nuvem e o uso do modelo generativo de inteligência artificial TIAGO.
De acordo com o diretor, o Operador vivencia “uma verdadeira revolução digital dentro do ONS”, voltada a acelerar o processamento de dados e ampliar o acesso público às informações do setor.
Preparação para a abertura do mercado livre
A CCEE acelera sua carteira de projetos de inovação para preparar os sistemas operacionais para a abertura integral do mercado livre e a futura entrada da baixa tensão.
Segundo o diretor de Inovação e Novos Negócios da CCEE, Vital Neto, a instituição mantém 26 projetos em execução contínua e 7 soluções na fase de incubação, teste e validação, contando com mais de 300 colaboradores capacitados. “Nossa missão é estarmos prontos para essa abertura […] e o mundo está com os olhos voltados para o Brasil”, citou o diretor.
Nesse sentido, o executivo defendeu a busca por soluções fora do setor tradicional e a orientação estratégica voltada ao usuário. “Na CCEE, orientamos essas decisões estratégicas buscando a centralidade do cliente com as iniciativas de abertura de mercado”, acrescentou.
Inovação colaborativa
Para além das iniciativas individuais, os debatedores enfatizaram que a modernização do setor elétrico depende da construção de parcerias e da atuação em rede. Mauricio de Souza reforçou que a “inovação só funciona se estiver em um ecossistema”, ressaltando que o ONS aposta em uma rede aberta de integração entre universidades, empresas e centros de pesquisa para acelerar negócios ligados à transição energética.
Confira aqui a live, na íntegra.
Foto: Divulgação/Dominium Group


