CT PMO/PLD: Setor discute substituição do Newave e Decomp para 2028

CT PMO/PLD: Setor discute substituição do Newave e Decomp para 2028

BRASÍLIA – Nesta quarta (7), o GT de avaliação e desenvolvimento de novas opções de modelos eletroenergéticos do Comitê Técnico PMO/PLD reuniu 225 participantes para discutir a substituição das ferramentas Newave e Decomp por uma nova plataforma focada no planejamento da operação, formação de preço e estudos setoriais.

A iniciativa alinha-se às diretrizes do MME para aprimorar os sinais de preços, acompanhar a abertura do mercado e regulamentar a reforma do setor com celeridade, maior transparência e participação social, com amparo na Resolução CNPE nº 1/2024.

Nos próximos dias, o MME deve propor normatização adicional para detalhar prioridades e o alinhamento entre EPE, ONS e CCEE, além dos ritos para o planejamento da expansão e cálculo de garantia física, afirmou o assessor especial da pasta Leandro Pereira, em substituição ao secretário-executivo Gustavo Ataíde.

Já o diretor de Estudos de Energia Elétrica da EPE, Reinaldo Cruz, defendeu que essa transição seja pautada pelo alinhamento institucional contínuo e pela boa governança, acompanhando o processo de atualização de suas próprias bases de dados para garantir segurança e previsibilidade ao mercado.

Adoção de código aberto (open source)

Para equacionar disputas regulatórias e elevar a auditabilidade das decisões operacionais e comerciais, a Aneel e a CCEE apoiam a adoção de uma plataforma em código aberto (open source, em inglês). O novo sistema foi desenvolvido por meio de inteligência artificial assistida por humanos, estrutura pensada para eliminar a dependência tecnológica de fornecedores específicos.

Representando a CCEE, Ricardo Sacchi, gerente-executivo de ​Preços, Modelos e Estudos Energéticos afirmou que a Câmara liberará o código-fonte em um ambiente colaborativo para acesso e contribuição de agentes, consultorias, universidades e centros de pesquisa. O objetivo da medida é mobilizar a inteligência coletiva e distribuída para obter um modelo substituto ágil, garantindo maior transparência e autonomia às entidades setoriais.

“Vai possibilitar a inteligência coletiva e distribuída de todos nós para obtenção célere de um modelo substituto aos modelos oficiais que temos hoje”, disse.

Testes, período sombra e cronograma

O rito de implementação estabelece um período sombra de 24 meses, ocorrendo de forma assíncrona em 2026 e síncrona durante todo o ano de 2027. Durante os meses de outubro e novembro, o ONS conduzirá um esforço concentrado de testes de estresse com a participação dos agentes do setor.

O diretor de Planejamento do ONS, Alexandre Zucarato, enfatizou a necessidade de rigor técnico, ressaltando que não se deve “confundir celeridade com atropelamento”; caso a ferramenta não atinja a robustez necessária até dezembro, o processo será replanejado para o ciclo subsequente, mirando a janela de janeiro de 2029.

Pelo cronograma tentativo atual, a calibração do CVaR ocorrerá entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027, abrindo caminho para uma consulta externa de 45 dias a partir de 15 de fevereiro de 2027.

A deliberação final do Comitê Técnico está agendada para 31 de maio de 2027, com submissão à aprovação da Aneel até 31 de julho de 2027 e início oficial da operação previsto para 1º de janeiro de 2028.

Foto: Pixabay

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