BRASÍLIA – O MME publicou, em edição extra do DOU na última terça-feira (29), a portaria que aprova o Plano Nacional de Energia (PNE) 2055. Desenvolvido em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o estudo analisa o futuro do setor e indica uma expressiva expansão no suprimento energético do país. As projeções apontam que a oferta interna pode duplicar até 2055, impulsionada por uma matriz energética com mais de 80% de participação renovável.
Atualizado a cada cinco anos com uma perspectiva de três décadas, o PNE opera como uma ferramenta estratégica de Estado para orientar decisões e políticas públicas no longo prazo. O estudo mapeia diferentes trajetórias de desenvolvimento para garantir a expansão estruturada do sistema elétrico e de combustíveis nacional.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou que o plano fortalece a estratégia do país ao alinhar segurança no abastecimento, competitividade econômica e sustentabilidade.
“O plano projeta os caminhos para a expansão da oferta energética e o fortalecimento das fontes renováveis, articulando segurança energética, desenvolvimento econômico e descarbonização. Ao mesmo tempo, o plano orienta decisões estratégicas para uma transição energética justa, sustentável e alinhada às oportunidades de desenvolvimento do Brasil”, declarou.
O documento também fornece o embasamento técnico do Plano Nacional de Transição Energética (Plante), submetido a consulta pública em abril de 2026, estabelecendo diretrizes alinhadas aos objetivos da Política Nacional de Transição Energética (PNTE).
Ferramenta interativa
Para facilitar o acesso aos dados, a EPE lançou o Painel de Resultados do PNE 2055. A plataforma digital permite a navegação pelos três cenários projetados, reunindo indicadores sobre consumo, geração elétrica, capacidade instalada, armazenamento, emissões de carbono e demanda por minerais críticos.
A versão final do documento incorporou contribuições da Consulta Pública MME nº 215/2026, realizada entre fevereiro e março de 2026. Ao todo, a EPE analisou 344 sugestões enviadas por 35 entidades representativas do setor e da sociedade civil antes de concluir a redação oficial.
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